A capsulotomia e a capsulectomia são técnicas utilizadas para abordar a cápsula formada ao redor da prótese de silicone e podem fazer parte da mastopexia como um dos tempos operatórios da cirurgia. Na capsulotomia, o cirurgião realiza liberações na cápsula. Na capsulectomia, parte ou toda essa cápsula pode ser removida. A escolha da abordagem depende das condições da cápsula, da prótese e do planejamento realizado para cada paciente.
Para entender essa diferença, primeiro é importante saber que a formação de uma cápsula ao redor da prótese faz parte da resposta do organismo à presença do implante.
Ter uma cápsula, portanto, não significa necessariamente que exista algum problema.
O que é a cápsula ao redor da prótese de silicone?
Depois da colocação de uma prótese mamária, o organismo forma naturalmente uma camada de tecido cicatricial ao redor do implante.
Essa estrutura é conhecida como cápsula.
Em condições habituais, ela pode permanecer fina e flexível sem causar alterações importantes na mama.
Em algumas pacientes, entretanto, a cápsula pode sofrer modificações, ficar mais espessa ou se contrair ao redor da prótese. Dependendo da intensidade, podem surgir endurecimento, desconforto, alteração do formato da mama ou mudança na posição do implante.
É nesse contexto que técnicas como capsulotomia e capsulectomia podem ser consideradas.
O que é capsulotomia?
A capsulotomia é uma abordagem cirúrgica na qual são realizadas incisões ou liberações na cápsula existente ao redor da prótese.
O objetivo é diminuir a tensão exercida pela cápsula e ampliar o espaço disponível para o implante quando existe indicação para isso.
Nesse procedimento, portanto, a cápsula não é necessariamente retirada.
Essa é uma das principais diferenças em relação à capsulectomia.
O que é capsulectomia?
A capsulectomia consiste na remoção cirúrgica da cápsula formada ao redor do implante.
Dependendo das características encontradas durante o planejamento e a cirurgia, a retirada pode envolver apenas uma parte da cápsula ou uma extensão maior desse tecido.
A decisão sobre quanto da cápsula precisa ser abordado deve considerar a situação clínica da paciente.
Qual é a principal diferença entre capsulotomia e capsulectomia?
A diferença está principalmente na maneira como a cápsula é abordada.
Na capsulotomia, a cápsula é aberta ou liberada em determinados pontos.
Na capsulectomia, o tecido capsular é removido parcial ou totalmente, conforme a indicação.
Isso não significa que uma técnica seja sempre mais adequada que a outra.
São abordagens diferentes e a escolha depende do que precisa ser tratado em cada paciente.
Capsulotomia e capsulectomia podem fazer parte da mastopexia?
Sim. Em pacientes que já possuem próteses de silicone, a capsulotomia ou a capsulectomia podem fazer parte da cirurgia de mastopexia como um dos tempos operatórios do procedimento.
Durante a mastopexia, além de retirar o excesso de pele e reposicionar os tecidos mamários, o cirurgião pode avaliar as condições das próteses e da cápsula formada ao redor dos implantes.
Quando existe indicação, essa cápsula pode ser liberada por meio da capsulotomia ou removida parcial ou totalmente por meio da capsulectomia.
Portanto, nesses casos, não se trata necessariamente de uma cirurgia isolada. A abordagem da cápsula integra o planejamento da mastopexia e corresponde a uma das etapas realizadas durante a operação.
A necessidade de manter, trocar ou retirar as próteses também é definida individualmente.
Por que pode ser necessário abordar a cápsula durante uma mastopexia?
Uma paciente que procura uma mastopexia e já possui implantes pode apresentar diferentes condições relacionadas às próteses e às cápsulas.
Além da flacidez das mamas, podem existir alterações na posição dos implantes, diferenças entre os lados, endurecimento da cápsula ou outras características identificadas durante a avaliação.
Por isso, o planejamento não considera somente a quantidade de pele que será retirada.
O cirurgião também precisa analisar os tecidos mamários, as próteses existentes, o espaço ocupado pelos implantes e as cápsulas que os envolvem.
A abordagem da cápsula pode então fazer parte do planejamento cirúrgico.
Capsulotomia e capsulectomia são utilizadas apenas na contratura capsular?
Não.
A contratura capsular é uma das situações em que a cápsula pode precisar ser abordada, mas não é a única circunstância em que o cirurgião avalia esse tecido.
Em cirurgias mamárias de pacientes que já possuem implantes, inclusive durante uma mastopexia, as condições da cápsula e das próteses fazem parte da avaliação e do planejamento.
Também é importante investigar sintomas como dor, endurecimento, alteração do formato da mama ou mudança na posição da prótese antes de definir a conduta.
Toda contratura capsular precisa de capsulectomia?
Não.
A presença de contratura capsular não determina automaticamente a necessidade de retirar toda a cápsula.
Existem diferentes graus de contratura e diferentes situações clínicas.
O planejamento depende da intensidade da alteração, dos sintomas apresentados, das características da cápsula, da posição da prótese e de outros fatores identificados durante a avaliação.
Por isso, duas pacientes com diagnóstico de contratura capsular podem receber planejamentos cirúrgicos diferentes.
O que é capsulectomia parcial?
Na capsulectomia parcial, apenas uma parte da cápsula é removida.
Essa abordagem pode ser considerada quando não existe indicação para retirada de todo o tecido capsular ou quando determinadas regiões precisam ser especificamente tratadas.
A extensão da retirada é definida de acordo com os achados clínicos e cirúrgicos.
O que é capsulectomia total?
Na capsulectomia total, ocorre a retirada de toda a cápsula ao redor do implante.
Mesmo nesse contexto, é necessário avaliar a relação da cápsula com os tecidos ao redor.
Em determinadas regiões, ela pode estar próxima ou aderida a estruturas como músculos e parede torácica.
Por isso, a extensão da abordagem precisa ser planejada individualmente.
Capsulectomia total e retirada em bloco são a mesma coisa?
Não necessariamente.
Os termos descrevem conceitos diferentes.
A capsulectomia total está relacionada à retirada de toda a cápsula.
A expressão retirada em bloco costuma ser utilizada para descrever a remoção do implante e da cápsula como uma única peça, sem abertura deliberada da cápsula durante a retirada.
A possibilidade e a necessidade dessa abordagem dependem da situação clínica e das condições encontradas durante a cirurgia.
A prótese precisa ser retirada durante esses procedimentos?
Depende do planejamento.
Em determinadas situações, pode haver indicação de retirar e substituir o implante. Em outras, a paciente pode optar pelo explante sem colocação de uma nova prótese.
A capsulotomia ou a capsulectomia também podem integrar uma mastopexia na qual haverá manutenção ou troca dos implantes.
A decisão deve considerar as condições da cápsula, das próteses, dos tecidos mamários e o planejamento estabelecido para cada paciente.
É possível trocar a prótese durante a mastopexia?
Sim, quando existe indicação.
Em pacientes que já possuem implantes e realizam uma mastopexia, o planejamento pode incluir a troca das próteses.
Nesse momento, podem ser avaliados aspectos como tamanho, formato, posição e plano em que o implante será colocado.
Se também houver necessidade de abordar a cápsula, a capsulotomia ou a capsulectomia podem fazer parte dessa mesma cirurgia.
São etapas diferentes que podem ser combinadas dentro de um único planejamento operatório.
Capsulectomia pode ser realizada durante um explante mamário?
Sim.
Quando a paciente decide retirar as próteses, a necessidade de abordar a cápsula também é avaliada.
Em alguns casos pode existir indicação de capsulectomia. Em outros, a retirada completa da cápsula pode não ser necessária.
Dependendo das características das mamas após a retirada dos implantes, uma mastopexia também pode fazer parte do planejamento para reposicionar os tecidos e tratar o excesso de pele.
Como o cirurgião escolhe entre capsulotomia e capsulectomia?
A escolha começa pela avaliação individual.
É necessário considerar o motivo da cirurgia, os sintomas apresentados, a presença e o grau de uma eventual contratura, as condições da cápsula, a posição e integridade dos implantes e as características dos tecidos mamários.
Também é preciso considerar qual cirurgia está sendo planejada.
Em uma mastopexia com prótese, por exemplo, a abordagem da cápsula pode representar um dos tempos operatórios necessários dentro do planejamento da cirurgia.
Exames de imagem também podem ser utilizados quando necessários para complementar a investigação.
Com essas informações, o cirurgião pode definir qual abordagem pode ser considerada para aquela paciente.
Conclusão
Capsulotomia e capsulectomia são técnicas diferentes utilizadas para abordar a cápsula formada ao redor de uma prótese de silicone.
Enquanto a capsulotomia realiza liberações na cápsula, a capsulectomia envolve a retirada parcial ou total desse tecido.
Essas técnicas não precisam ser consideradas apenas como procedimentos isolados. Em determinadas cirurgias de mastopexia em pacientes que possuem implantes, a abordagem da cápsula pode fazer parte da operação como um de seus tempos operatórios.
Por isso, a escolha entre capsulotomia, capsulectomia ou outra abordagem depende das condições da cápsula, das próteses, dos tecidos mamários e do planejamento individual da mastopexia.